A proximidade entre o português e o espanhol no nível B1, ela é sua maior aliada.
Estima-se que um brasileiro e um hispanofalante compartilhem cerca de 80% de base lexical.
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Muitas palavras que usamos no Brasil são puramente espanholas ou idênticas a elas.
No lazer e gastronomia: Fiesta, salsa, nachos, taco, tapas, paella, churros, mate.
Expressões culturais: Aficionado, maestro, pueblo, guerrilha, hola, adiós, gracias.
Marcas e Marketing: Vivir la vida, soy rebelde, hasta la vista.
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Muitas palavras são escritas exatamente da mesma forma e possuem o mesmo significado. No nível B1, o aluno já as usa sem perceber:
| Substantivos | Verbos | Adjetivos |
| Error, favor, horror, altar | Abrir, admitir, unir, dividir | Central, social, animal, cruel |
| Chocolate, piano, rádio | Beber, comer, vender | Fiel, ideal, popular, solar |
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Um adulto brasileiro pode “deduzir” milhares de palavras apenas aplicando sufixos de conversão:
-ção → -ción: Nação (Nación), Educação (Educación), Preparação (Preparación).
-dade → -dad: Cidade (Ciudad), Felicidade (Felicidad), Unidade (Unidad).
-agem → -aje: Viagem (Viaje), Coragem (Coraje), Paisagem (Paisaje).
-eiro → -ero: Porteiro (Portero), Engenheiro (Ingeniero), Carteiro (Cartero).
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No nível B1, o examinador do DELE espera que você saiba diferenciar o que é semelhança real do que é falso amigo (falsos cognatos).
Exemplo prático:
Você já conhece a palavra Acreditar. No dia a dia, você a usa. Mas no B1, você aprende que para “acreditar em algo”, o termo mais preciso é Creer. Se você disser Acreditar no sentido de “dar crédito”, está correto, mas se usar para “ter fé”, é uma interferência do português.
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Olhe para as frases abaixo e tente identificar o que você já entende sem nunca ter estudado formalmente:
“Mi oficina está en el centro de la ciudad.”
“Me gusta comer chocolate amargo después de la cena.”
“La educación es la base de la sociedad.”
“Tengo un problema con el motor de mi coche.”
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Reflexão: Quase 100% da mensagem é compreendida por um brasileiro. O foco do curso DELE B1 não será te ensinar a falar, mas sim te ensinar a lapidar o que você já sabe e evitar as armadilhas da semelhança.
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“Não tenha medo de usar o que você sabe, mas tenha curiosidade para verificar se o que você sabe é espanhol ou apenas português com sotaque.”